replica rolex rolex is still the best choice inside of the global watch market sector.
diamond painting made in usa.

what companies are selling legit cheap sex doll?

Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Ciência no Brasil pode estar perto de sua meia-noite "O alarme já soa alto..."

  • Publicado: Terça, 16 de Agosto de 2016, 03h08
  • Última atualização em Terça, 28 de Novembro de 2017, 11h34
  • Acessos: 4651
imagem sem descrição.

Em 1947, o Boletim dos Cientistas Atômicos estampou em sua capa um relógio prestes a marcar meia-noite, para ilustrar o quão perto a humanidade estava de uma catástrofe de ordem planetária – à época, imposta pelo avanço das armas nucleares. Nos últimos 70 anos, o 'relógio do dia final’, como ficou conhecido, atrasou ou adiantou alguns minutos, segundo ameaças de conflitos ou avanços rumo a um mundo mais pacífico.

Em 2017, o relógio da ciência brasileira também está se aproximando de sua ‘meia-noite’. E as consequências imediatas – e, principalmente, por incertas, as futuras – serão certamente graves não só para a comunidade científica do país, mas também para o governo e, sobretudo, para a sociedade.

O alarme já soa alto; é preciso despertar para os fatos.

O que move os ponteiros do relógio da ciência no Brasil são os consecutivos cortes e contingenciamentos das verbas federais para os institutos de ciência e tecnologia. No Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), caso o cenário permaneça o mesmo, a hora fatídica deve chegar no início de setembro, quando estarão exauridos os últimos recursos, e pagamentos essenciais (segurança, limpeza, luz, água etc.) ficarão impraticáveis.

Mas quais as consequências da meia-noite da ciência no Brasil?

A seguir, alguns exemplos – em meio a tantos outros igualmente prioritários e importantes – vindos do CBPF, um dos institutos de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Acesso à internet

Pouco se questionam sobre como se obtém acesso à internet – até mesmo pelo fato de essa rede mundial de computadores ser ‘invisível’, por conta de seus cabos subterrâneos e dados nas nuvens. No estado do Rio de Janeiro, a resposta para essa pergunta encontra-se, em boa parte, no CBPF, que concentra um sem-número de circuitos de comunicação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), da Rede-Rio – dedicada a atender, por exemplo, órgãos do governo do Estado – e do Ponto de Troca de Tráfego do Comitê Gestor da Internet Brasileira no Rio de Janeiro.

Um corte prolongado no fornecimento de eletricidade ao CBPF afetaria instituições como o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO); hospitais como o Gaffrée-Guinle, dos Servidores do Estado e Federal de Bonsucesso; o Instituto Nacional de Educação de Surdos; o Instituto Benjamin Constant, que atende deficientes visuais; o Colégio Pedro II e outros milhares de alunos de diversas universidades e escolas técnicas; agências de fomento, como a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); a Agência Nacional de Cinema (Ancine)...

A lista é longa.

Márcio Portes de Albuquerque, diretor substituto do CBPF, alerta: caso o governo federal não consiga honrar os contratos de custeio de energia elétrica devido aos contingenciamentos impostos ao MCTIC, o que ocorrerá será um “verdadeiro desastre para a ciência e a sociedade brasileira – em especial, a do Rio de Janeiro”.

“Os impactos são imensuráveis. Boa parte da infraestrutura responsável pelo acesso à internet já não conta mais com os contratos de manutenção dos equipamentos. A partir de setembro, estaremos em uma situação real de incêndio, de um incêndio de proporções épicas para o estado fluminense”, diz o tecnologista sênior do CBPF.

O alarme do relógio da ciência brasileira anunciando sua ‘meia-noite’ tem soado alto. E em bom som. E constantemente. Esses alertas têm vindo com especial intensidade dos diretores dos institutos de pesquisa do MCTIC. Porém, até o momento, não houve medida concreta para resolver a situação.  

 “É muito importante que o governo federal perceba a real dimensão do que pode provocar um contingenciamento de recursos financeiros sem critérios, e que, na avaliação dos custos, é importante mensurar com atenção os impactos. Os benefícios, na área de ensino e pesquisa, são a parte intangível da equação e exigem inteligência na solução. No momento que a luz se apagar, as instituições – que já estão enfraquecidas no mundo real pelos cortes orçamentários – sumirão de vez, pois não estarão mais acessíveis no mundo virtual”, alerta Albuquerque.

“Literalmente, a luz no fim do túnel terá se apagado. É isso mesmo que o governo pretende?”, pergunta o diretor substituto.

 

Cartaz da campanha 'Meia-noite da ciência no Brasil'', lançada pelo CBPF para alertar sobre os cortes de verbas

(Crédito: Mariana Ferraz/NCS-CBPF)

 

20 anos de trabalho

Na pesquisa feita no CBPF, o exemplo vem da Coordenação de Matéria Condensada, Física Aplicada e Nanociência (COMAN), que tem, sob sua responsabilidade, um patrimônio acumulado em equipamentos e materiais cujo valor ultrapassa R$ 60 milhões.

Ivan dos Santos Oliveira Júnior, pesquisador titular do CBPF e coordenador da COMAN, apresenta dados de um levantamento interno feito recentemente: na coordenação, há desde apontadores laser de R$ 400,00 até uma ‘sala limpa’ completa, no valor de R$ 5 milhões, preparada para realização de pesquisas que precisam de ambientes altamente controlados. A maioria dos equipamentos integra laboratórios multiusuários, ou seja, atendem não somente a pesquisadores do CBPF, mas também àqueles de outras instituições de pesquisa, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense e o Instituto Militar de Engenharia (IME).

 

Sala limpa do Labnano, do CBPF, cujo custo chega a R$ 5 milhões

(Crédito: Labnano/CBPF) 

“A maior parte desse patrimônio foi incorporada ao CBPF ao longo dos últimos 20 anos, e vários dos equipamentos necessitam de contratos de manutenção que garantam seu bom funcionamento – em particular, aqueles dos laboratórios multiusuários e abertos”, enfatiza Oliveira.

Estima-se que, como regra, sejam necessários cerca de 5% do valor total dos equipamentos por ano, para uma manutenção regular – portanto, no caso do CBPF, de R$ 3 milhões.

 

XPS, do CBPF, equipamento usado para caracterizar a superfície de amostras

(Crédito: CBPF)

A mensagem aqui é clara: deixar de cuidar desses equipamentos é sucatear R$ 60 milhões de patrimônio federal, desperdiçar 20 anos de trabalho de pesquisadores e tecnologistas cuja formação teve investimento estratégico do Estado e bloquear futuros avanços e desenvolvimentos, o quais são difíceis de valorar no presente.

 

Tempo de bom senso

A ciência brasileira – como a feita no CBPF e em outros institutos de pesquisa do MCTIC – encontra-se, neste momento, em uma corrida contra o tempo. A partir de agora, cada dia conta, pois os ponteiros do relógio seguem em direção ao ‘12’.

O governo federal precisa agir rapidamente, para evitar a meia-noite da ciência brasileira. “Acreditamos que o bom senso vai prevalecer”, diz o Ronald Shellard, diretor do CBPF. “Afinal, ciência não é gasto; é investimento. É hoje uma forma de conhecimento estratégica para qualquer país”, completou o físico experimental.

 

Mais informações:

#TodosPelaCiência: http://portal.cbpf.br/noticia/cortes-que-ameacam-a-pesquisa-brasileira-repercutem-na-midia/1111 


****************************************************
Núcleo de Comunicação Social - NCS/CBPF
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
registrado em:
Fim do conteúdo da página