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CBPF recebe professores e estudantes do Instituto Benjamin Constant

Publicado: Sexta, 14 de Outubro de 2022, 12h37 | Última atualização em Sexta, 14 de Outubro de 2022, 12h38 | Acessos: 86

O Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) recebeu um grupo de estudantes de ensino médio do Instituto Benjamin Constant (IBC), todos com algum grau de deficiência visual, acompanhados de professoras, dando sequência às ações ‘Setembro Verde’, campanha de conscientização sobre a importância da acessibilidade e do apoio à pessoa com deficiência.

O objetivo da visita foi, de um lado, promover a vivência dos visitantes num laboratório de pesquisa de Física e, de outro, aprender ferramentais para tornar a divulgação cientifica feito pelo CBPF mais inclusiva.      

Os professores e alunos visitaram o laboratório multiusuário de raios X onde foram conduzidos à experimentação pelo doutorando do CBPF Célio Valente e pelo pesquisador e coordenador da pós-graduação do CBPF, Roberto Sarthour. Na oportunidade os visitantes conheceram alguns equipamentos do laboratório e tiveram algumas experiências didáticas. Durante a visita buscou-se explorar os demais sentidos dos visitantes, sobretudo a audição, por meio de audiodescrição, assim como o tato e o paladar.

A primeira vivência foi manipular modelos de estruturas cristalinas (ex.: diamante, ferro, cobalto). Logo depois, experimentaram o Gerador Van De Graaff. O terceiro experimento foi uma demonstração, seguida de explicação, de como funciona um supercondutor. Eles sentiram como, quando quente, o supercondutor é indiferente ao campo magnético gerado por ímãs, porém, quando resfriado abaixo de uma temperatura crítica esse material fica preso (ancorado) e levitando sobre o ímã.

 


Aluno manuseando modelo de estrutura cristalina

Crédito: NCS/CBPF

 

Aluno experimentando o Gerador Van De Graaff

Crédito: NCS/CBPF

 

O resfriamento da pastilha supercondutora foi atingido mergulhando-a no nitrogênio líquido, uma vez que a supercondutividade se manifesta apenas em baixas temperaturas, nesse caso em cerca de -180oC (a temperatura de ebulição do nitrogênio é -196oC). Para melhorar o entendimento do quão frio é, e estimular outros sentidos dos visitantes, o nitrogênio também foi utilizado para produção de sorvete: ao adicioná-lo numa mistura de frutas, leite condensado e creme de leite em poucos segundos a sobremesa estava pronta.

 

Aluno observando a pastilha supercondutora levitando sobre o ímã

Crédito: NCS/CBPF

  

As professoras do IBC Luciana Maria Santos de Arruda e Patrícia Ignácio da Rocha prestaram um excelente trabalho da interpretação via audiodescrição das experiências e experimentações feitas no laboratório para o entendimento dos alunos com deficiência. As mesmas se colocaram à disposição para auxiliar na melhoria da acessibilidade da divulgação cientifica do CBPF.

 

Curiosidade: localização do CBPF e história do IBC

O IBC e o CBPF estão localizados no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. O homenageado que dá nome a rua do CBPF, Dr. Xavier Sigaud, está intimamente ligado a criação do IBC.

O IBC nasceu do sonho de um adolescente chamado José Álvares de Azevedo. Cego de nascença, inteligente e filho de uma família rica do Rio de Janeiro, o menino foi enviado à França, aos 10 anos de idade, para estudar na única instituição especializada no ensino de cegos do mundo – o Real Instituto dos Meninos Cegos de Paris. Lá, ele teve contato com uma tecnologia que viria a revolucionar, não só a vida dele, como a dos cegos de todo o mundo – o Sistema Braille de leitura, criado pelo educador francês Louis Braille, em 1825.

Aos 16 anos, José voltou ao Brasil determinado a difundir o Braille e a lutar pela criação de uma escola nos mesmos moldes daquela em que ele havia estudado na França. Foi pioneiro na introdução do Sistema Braille no Brasil como também o primeiro cego a exercer a função de professor no país. Foi como professor de uma moça chamada Adélia Sigaud, que Álvares de Azevedo encontrou a oportunidade de mudar a história da educação de cegos brasileira.

Adélia era filha do médico da Corte Imperial, Dr. Francisco Xavier Sigaud. Através dele, o jovem professor conseguiu uma audiência com o Imperador Pedro II, que ficou impressionado com a demonstração do Sistema Braille. Na ocasião, Álvares de Azevedo apresentou a proposta de se criar no Brasil uma escola semelhante à de Paris.

Passaram-se apenas quatro anos desde a autorização de criação até a inauguração da escola que recebeu o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Com o advento da República, a instituição pioneira na educação especial do Brasil e da América Latina passou a se chamar Instituto dos Meninos Cegos e, pouco tempo depois, Instituto Nacional dos Cegos.

O instituto teve duas mudanças de endereço e com o aumento do número de alunos, vindos de todos os estados brasileiros, exigiu novas instalações. Para atender à demanda crescente, foi idealizada e construída a sede atual. A mudança definitiva para a Praia Vermelha aconteceu em 1891, poucos meses antes do decreto que mudou novamente o nome da instituição para Instituto Benjamin Constant, que permanece até hoje.

Fechado em 1937 para a conclusão da 2ª e última etapa do prédio, o IBC reabriria as portas em 1944. Em setembro de 1945, criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Com isso, abriram-se as portas das escolas secundárias e universidades aos alunos cegos que saíam do IBC aptos a prosseguir nos estudos e preparados para a vida.

 

Mais Informações: http://antigo.ibc.gov.br/o-ibc

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